domingo, 30 de setembro de 2012

A escalada da violência em Juiz de Fora

Embora as autoridades policiais e politicas não queiram reconhecer o quadro de insegurança em Juiz de Fora, é visível, para todos os moradores, que o poder público perdeu o controle sobre a violência no município. Não chegamos nem mesmo na metade do segundo semestre e já podemos contabilizar mais de 50 homicídios consumados e uma série de tentativas.

Observando os noticiários com um pouco mais de atenção, é possível perceber que quase todas as semanas do ano estão sendo marcadas por crimes violentos, principalmente por atentados contra a vida. Situação que cresce proporcionalmente ao avanço do tráfico de drogas e também com o acirramento dos conflitos entre os chamados “bondes”, de bairros rivais. Os números só tendem a aumentar.

Mesmo conhecendo a origem da desordem, parece que a polícia prefere tomar atitudes somente no calor dos acontecimentos. Primeiro esperam o pior acontecer, depois é que vão pensar numa forma de resolver o problema.  Quando ocorre um assassinato em determinado bairro, o policiamento é reforçado naquela área pelos próximos três ou quatro dias, mas é só uma falsa sensação de segurança, porque, depois o local se torna abandonado  como antes. 

O fracasso da segurança pública já pode ser notado até na região central, lugar que se tornou palco de constantes enfrentamentos de galeras. As brigas, cada vez mais violentas e a qualquer hora do dia, agora acontecem debaixo do nariz das autoridades.

A questão é que Juiz de Fora cresceu, mas o Governo mineiro insiste em tratá-la como a cidadezinha pacata do interior. Os investimentos em segurança não estão acompanhando o ritmo da criminalidade do município. Mesmo assim, os delegados e comandantes juram de pés juntos que a situação está sob controle.  Mas como assim sob controle?

Dentro deste contexto, o mais grave é saber que os militares adiam a chegada ao local da ocorrência só para não correrem o risco de ficar agarrados com o flagrante na delegacia. Além disso, ainda há aquela ordem superior para que a natureza dos crimes seja alterada nos boletins de ocorrência.  Nossa cidade vive hoje um autêntico “salve-se quem puder”.

sábado, 28 de julho de 2012

O preconceito que faz escola

Há dois meses escrevi um texto intitulado de (O complexo de senhor de engenho), onde falei sobre a discriminação racial de um médico psicanalista contra a atendente negra de um cinema localizado em um shopping de Brasília. Hoje, os personagens e o cenário são diferentes, mas a história novamente traz um caso de preconceito. Desta vez aconteceu em uma escolinha infantil de Contagem, Região Metropolita de Belo Horizonte.

Durante a festa junina da escola, uma menina negra de 4 anos dançou quadrilha com um garoto branco, o que acabou despertando a ira da avó do aluno. Insatisfeita, a mulher reclamou da situação, disse que tinha vontade de acabar com a festa, e passou a ofender a aluna chamando-a de "preta horrorosa","negra horrorosa" e "feia". Uma professora testemunhou as ofensas e pediu que a direção tomasse providências, mas a diretora classificou o fato como "caso normal". Diante da omissão, a professora se demitiu e procurou a família da menina, que recorreu à polícia.

A avó racista foi ouvida na delegacia e vai responder por injúria racial (crime bem mais leve que racismo). Isso porque a Justiça brasileira  diferencia racismo de injúria racial, o que acaba favorecendo os indivíduos preconceituosos, principalmente aqueles que tem dinheiro.

Este episódio é apenas mais um exemplo para os que tentam sustentar o mito da "democracia racial" no país, os 'intelectuais' que insistem em dizer que a questão do preconceito de cor já foi superada. Infelizmente, o ódio e o sentimento de superioridade  em relação ao negro ainda é muito forte no Brasil, só que o preconceito aqui é velado. 

Ao se demitir da instituição e levar o fato ao conhecimento dos pais da criança discriminada, a professora Denise Cristina Pereira Aragão mostrou que realmente é uma educadora. Ela sabe muito bem que o papel de um professor vai além de ensinar a ler, escrever ou fazer continhas. Agora, o que dizer de uma escola onde a diretora chama uma discriminação de coisa "normal" ?

Que a Justiça seja feita nessa história!

Veja a matéria sobre o caso acima, exibida na Band:
 

domingo, 22 de julho de 2012

A visão de um transplantado

Quem conhece o estilo do blog Sociedade em Foco sabe que eu não tenho o costume de usá-lo para falar de conquistas ou a respeito de qualquer outro assunto pessoal. Afinal de contas, não criei a página com esse propósito, e se tivesse, ela teria recebido um nome  mais adequado para a situação. (Minha Vida em Foco) talvez fosse um bom nome de batismo.  Mas, enfim, é melhor deixar de conversa e partir para o que realmente interessa. 

Hoje tenho motivos de sobra para me utilizar como fonte de inspiração numa postagem. É que nesta data o meu transplante de córnea completa 1 ano de idade, o que me traz bastante alegria e ao mesmo tempo me faz pensar em dois assuntos sobre os quais passo a escrever nas próximas linhas.

O primeiro deles é a respeito da doação de órgãos e tecidos.  Se hoje estou comemorando o aniversário de um transplante é porque a família de um jovem de 16 anos foi bastante solidária comigo. Mesmo num momento de dor pela perda do familiar eles lembraram que poderiam ajudar alguém que sequer conhecem. 

Mas, infelizmente, nem todos tem a mesma consciência desse pessoal ou a mesma felicidade que sinto, pois a realidade de quem aguarda na fila de transplante brasileira ainda é muito triste.  Atualmente, milhares de pessoas com a saúde debilitada esperam por um órgão. É duro dizer, mas muitas já estão no limite da vida depois de passarem anos aguardando um gesto de solidariedade que não veio.  

E cabe somente a nós mudar essa história. Como? Conversando com nossa família sobre a importância de sermos  doadores e deixando claro que temos essa vontade. Devemos enxergar a doação como a oportunidade de manter a vida de alguém que se foi em outro que ainda está aqui, precisando de ajuda.  

 A segunda questão, não menos importante, é sobre o funcionamento do SUS (Sistema Único de Saúde). Conheço bem de perto os problemas deste, digamos, plano de saúde dos menos favorecidos financeiramente. É bem verdade que o sistema possui suas falhas (que não são poucas), mas sou obrigado a reconhecer que ele ainda é muito eficiente em determinadas situações. Como no meu caso, por exemplo, onde a cirurgia de transplante foi inteiramente custeada em um hospital particular.

É muito difícil fazer um acompanhamento sério do Ceratocone (doença oftalmológica que tive) pela rede pública de saúde, por isso tive que contratar um médico particular. Mas na hora de pagar R$ 5 mil para operar, eu confesso que iria ser complicado. Sem nenhuma burocracia o SUS pagou o procedimento. Lógico que isso não foi um ato de bondade do governo, mas o direito de um cidadão que paga seus impostos sendo exercido no país.

Nessas horas que a gente entende porque é preciso tratar a política como coisa séria, fiscalizar quem  está roubando os cofres públicos, cobrar projetos que realmente vão trazer retorno para o povo. Não adianta reclamar que a saúde tá ruim e eleger um corrupto novamente na próxima eleição.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2011 o Brasil bateu o recorde de transplantes de órgãos, foram mais de 20 mil procedimentos. Fico feliz em fazer parte dessas estatísticas e estar comemorando 1 ano do meu (ainda com 9 pontos na vista), mas os avanços precisam continuar acontecendo. Tem gente sofrendo hoje, e ajudar é dever de todos nós.

Agradeço a Deus e todos que de alguma forma contribuíram para minha vitória.

 Matéria do SBT sobre o recorde de transplantes em 2011

sábado, 30 de junho de 2012

Jornal "El País" flagra a violência em morro carioca

Chamando a atenção para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, o  jornal espanhol "El País", divulgou as imagens de uma operação policial ocorrida no dia 06/05/2012, no Morro do Querosene, Rio de Janeiro. O vídeo mostra policiais da UPP São Carlos em meio a um tiroteio na madrugada. Durante o confronto com traficantes, um soldado foi baleado com um tiro de calibre 45 na perna e precisou ser carregado pelos colegas. Weplisom da Silva Mendes passou por cirurgia e sobreviveu aos ferimentos.

Tudo foi registrado pelo fotógrafo Rafael S. Fabrés, que trabalha para o "El País" e durante quatro meses acompanhou "a luz  e as sombras" da  chamada "pacificação" das comunidades mais desfavorecidas e violentas do Rio de Janeiro.

A reportagem também faz críticas ao abuso de autoridade e uso excessivo da força, muitas vezes praticado até mesmo contra moradores inocentes, e lembra que tais atitudes acabam contrariando a essência do projeto original das UPP's.

Assistam as imagens impressionantes do "El País":

A Voz do Blog:
Neste momento a violência brasileira desperta a atenção no exterior justamente porque em poucos anos o país será palco de dois grandes eventos esportivos. É inegável que situações como a do "Morro do Querosene" queimam o filme do Brasil lá fora, mas antes de se preocupar em arrumar a casa para agradar os visitantes, a limpeza precisa ser feita para que os próprios moradores se sintam bem nela. Em outras palavras: mais importante do que criar um Brasil seguro para os gringos, é fazer com que os próprios brasileiros desfrutem de uma segurança diária em seu ambiente.

O projeto das Unidades de Polícia Pacificadora é uma iniciativa interessante no combate ao crime organizado, mas somente a ação repressiva não resolve o problema da criminalidade nos morros. A polícia precisa provar para a comunidade que está ali como amiga, confiança que não será conquistada na marra.
É preciso que a instituição e os governos também marquem presença com ações e projetos sociais, como atendimento médico e odontológico, cursos profissionalizantes, oficinas de teatro e dança, atividades de esporte e lazer, entre outros.

Além disso, é fundamental atacar a corrupção existente dentro da própria polícia.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Um olhar sobre o golpe de Estado paraguaio

Presidente Fernando Lugo, deposto pelo Parlamento paraguaio.
Diferente do que muitos acreditam e tentam fazer acreditar, ao condenar o impeachment sofrido pelo presidente paraguaio Fernando Lugo, o Brasil e outros países da América Latina não estão "metendo o nariz onde não foram chamados". Sendo o Paraguai um membro do Mercosul e da Unasul, o país tem o dever de respeitar todos acordos estabelecidos dentro desses dois blocos, e qualquer quebra de compromisso  passa, sim, a ser um problema dos demais integrantes.

Acontece que nas condições em que o processo de impeachment ocorreu, e até mesmo pelos motivos alegados, o Paraguai promoveu um autêntico golpe de Estado. Não se pode destituir um presidente do poder em apenas 48 horas, num julgamento sem nenhuma oportunidade de defesa, motivado unicamente por divergências ideológicas. Antes de tudo, Lugo foi eleito democraticamente pelo povo, e tinha pela frente mais nove meses de mandato.

Em 24 de julho de 1998, os países do Mercosul assinaram o documento conhecido como Protocolo de Ushuaia, onde se comprometeram a zelar pela democracia. A partir do momento em que o Congresso paraguaio invalida  um governo escolhido pelo povo, ele mostra que não tem nenhum respeito pelo acordo firmado naquela ocasião, e muito menos por aqueles que possam ser feitos atualmente.
Ora, se um país não respeita nem a própria democracia, quem dá garantias de que irá manter os pactos estabelecidos com seus aliados?

Enquanto não tiver um governo legal, eleito democraticamente, nada mais justo que o Paraguai seja banido do Mercosul e da Unasul. Aceitar um mandato criado de forma autoritária seria o mesmo que legitimar as ditaduras que no passado assolaram a maior parte dos países sul-americanos.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Idoso foi a vítima fatal da polícia no Pinheirinho

No começo do ano, na ocasião da reintegração de posse do acampamento Pinheirinho, em São José dos Campos, o blog Sociedade em Foco já havia criticado a atuação truculenta da Polícia Militar de São Paulo contra os habitantes do local . 

Acompanhada da Guarda Municipal, a PM invadiu a área na madrugada de um domingo enquanto os moradores ainda dormiam, e promoveu uma série de excessos e abusos de autoridade. Até quem  não ofereceu resistência (inclusive mulheres, crianças e idosos) foi atacado com cães, cavalos,  bombas de efeito moral, tiros de borracha, spray de pimenta e cassetetadas.

Mesmo com o flagrante das agressões registrado pelas câmeras da imprensa e imagens de amadores, a polícia divulgou uma nota mentirosa intitulada de "Reintegração de posse pacífica em São José dos Campos/SP", o documento finaliza negando a existência de mortos ou feridos na operação.

Além da própria corporação,  quem também elogiou o trabalho sujo da PM foi a juíza Márcia Mathey Loureiro, responsável pela a ordem de desocupação do espaço. Em entrevista ao jornal "O Vale", ela disse que a polícia  "com muita competência, exerceu e desempenhou um serviço admirável, motivo de orgulho para todos nós", acrescentando ainda que foi um "êxito" o fato de não ter havido nenhuma morte, ou "baixa", como a mesma colocou.

Ocorre que a ação da Polícia Militar fez sim uma vítima fatal, foi o aposentado Ivo Teles dos Santos, de 70 anos. Horas depois do despejo ele deu entrada no hospital municipal Dr. José Carvalho de Florence, onde ficou internado em coma até 22 de março, quando teve alta. De acordo com a filha do idoso, ele permaneceu em estado vegetativo até o dia em que  faleceu,  9 de abril. Neste período não se movimentou ou respondeu a qualquer estímulo.

Testemunhas afirmaram ao Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), que o aposentado foi hospitalizado após ser agredido por policiais com cassetetadas na cabeça, depoimento que também foi colhido pela Polícia Civil.

A denúncia condiz com uma entrevista prestada pelo próprio senhor a uma repórter do jornal  "O Vale", onde  ele reclamou da violência sofrida: "Eles vieram com muita violência para tirar a gente de casa. Eu reagi e eles partiram para cima. Caí no chão e os três policiais continuaram a bater com o cassetete em mim. Olha só como estou agora, não consigo nem andar."

Um vídeo gravado no mesmo dia também reforça a versão do espancamento. Nas imagens Ivo aparece exaltado mostrando as marcas da agressão para cinco militares. Com as costas toda suja e arranhada, ele caminha em direção aos policiais chamando-os de "covardes", e dizendo em seguida que  iriam "pagar por isso".
                                     
Vídeo do aposentado machucado e gritando com os policiais

A direção do hospital disse que o idoso deu entrada na unidade com "quadro confusional" e "crise hipertensiva" após sofrer um AVC hemorrágico, diagnosticado pela  realização de uma tomografia de crânio. Integrantes do corpo de enfermagem disseram para ex-mulher da vítima que a causa primária da internação teria sido em consequência das agressões.

A pedido do defensor público Jairo Salvador, de São José dos Campos, a Justiça autorizou a exumação do corpo para exames que ajudarão na investigação.  Além deste caso, a defensoria recebeu outras 586 ações individuais de moradores que sofreram violência física e psicológica, ou perderam seus bens na ação. A PM paulista, como de costume, negou as agressões.

O fato em foco:
A morte do senhor Ivo Teles é uma vergonha para  todo o Brasil. Com ela, a Polícia Militar de São Paulo cometeu mais um de seus tradicionais abusos de autoridade, desrespeitando a Constituição Federal, os direitos humanos, e ainda atentando contra o Estatuto do Idoso.

O governador Geraldo Alckmin deveria ser processado  e condenado juntamente com o prefeito Eduardo Cury, com o secretário de segurança pública, comandantes da operação no Pinheirinho e todos os policiais diretamente envolvidos no assassinato do aposentado.
O que aconteceu com Ivo é uma repetição dos abusos da Favela Naval em 1997, repetição das frequentes execuções sumárias da Rota , e de tantos outros casos desastrosos que volta e meia estão na mídia. Isso mostra que ou o governo paulista perdeu o controle sobre seus policiais, ou que compactua com os erros deles.

As polícias militares do país, com seu arcaico modelo de (Brasil ditadura), deveriam ser dissolvidas e transformadas numa força de segurança transparente, com pessoas que não olham o cidadão de bem  por cima de um pedestal, vendo-o como seu rival e subordinado. No final do mês passado, até o Conselho de Direitos Humanos da ONU  recomendou essa extinção do nosso atual padrão de polícia, justamente com base nos comprovados excessos.

A Justiça precisa condenar o Estado de São Paulo a pagar uma indenização decente para a família de pessoas vítimas da truculência policial. E que esses valores não sejam colocados na eterna fila dos precatórios. Agora, o ideal mesmo é que ninguém tenha seus direitos desrespeitados por um representante do Estado, indivíduo pago com o dinheiro dos nossos impostos para nos proteger, e não para nos agredir ou matar.

* Postagem feita com referência na matéria do link

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Da liberdade a libertinagem de imprensa

A polêmica matéria em que um acusado de roubo e estupro aparece sendo ridicularizado pela jornalista Mirella Cunha, da Band Bahia, é um típico exemplo de quando a liberdade  se transforma em "libertinagem de imprensa". Além de ter sido ilegal, do ponto de vista jurídico, o episódio vai totalmente de encontro aos princípios éticos do jornalismo.

Não se trata aqui de passar a mão na cabeça do criminoso ou querer posar de moralista, o que acontece é que estamos sim diante de um  grave desrespeito a dignidade humana. O fato de estarmos segurando uma câmera ou microfone de um importante veículo de comunicação não nos dá o direito de expor alguém ao vexame.

Nos últimos anos, este modelo de jornalismo sensacionalista que explora a imagem de "ladrões de galinha" caiu no gosto de muitas emissoras do interior, principalmente no Nordeste do país. Basta uma rápida busca no You Tube para encontrar diversas entrevistas semelhantes e até piores. Informação séria que é bom, nada !

Sem acesso a defesa  de um advogado e desconhecendo seus direitos, o indivíduo é transformado em chacota para satisfazer os índices  de audiência das emissoras. Tudo isso acontece com o consentimento das autoridades policiais. Alguém já viu o Carlinhos Cachoeira ou o Thor  Batista enfrentando constrangimento parecido na delegacia ?
Depois que o Ministério Público Federal da Bahia (MPF-BA) resolveu representar contra Mirella Cunha na Procuradoria Geral de Direitos do Cidadão, a Band deu indícios de que pretende demitir a repórter. Mas é preciso lembrar que o canal é tão responsável quanto a funcionária, e eu diria que até  bem mais.  Não é de hoje que o showrnalismo  do Brasil Urgente (BA) segue essa linha debochada, ela apenas dançou conforme a música.

É por causa de "profissionais" assim que muitos tomam antipatia da imprensa, ou então acham que não  é preciso ter diploma para exercer a profissão de jornalista.